Li meses atrás um livro de um escritor adventista que me chocou completamente pela sua afirmação infundada e insustentável diante das escrituras. Ele declara enfaticamente, a soma de todo o seu orgulho fanatizado e de sua visão distorcida e desrespeitosa da comunidade evangélica em geral, a seguinte afirmativa: “todo o salvo chegará diante de Deus como um adventista do sétimo dia”. Não me choca essas palavras porque elas não me colocaram no inferno, isso me faz pensar como Jesus se sentiu ao ouvir as acusações dos fariseus quando disseram: “ Este homem não é de Deus, pois não guarda o sábado.” (João 9:16). Esta declaração não é nova pois já li coisa parecida na literatura adventista em outras datas. O que mais me assusta é que uma vez que alguém afirme tal coisa, ela exclui todos os demais. Se a afirmação fosse mais ou menos assim “todo o salvo chegará diante de Deus como um sabatista” isso seria menos chocante, talvez pelo fato deles não excluírem batistas e promessistas, que também guardam o sábado, alem de outras comunidades cristãs como a Igreja de Deus Unida e tantas outras comunidades cristãs que adotaram o sabatismo. Mas aqui a exclusão é sem misericórdia, alem de ser um tanto infeliz, já que colocaram no inferno o apostolo Paulo, toda a família de Jesus, Todos discípulos, e todos os santos de Hebreus 11, alem de é claro, os grandes homens que fizeram a historia do cristianismo, como Calvino, Huss, Bunyan, Nee, Wesley, booth, Arminio, João Ferreira de Almeida, Spurgeon, todos não podem se salvar segundo a declaração desse homem religioso, porque eles não foram adventistas, não creram no fiasco de 1844, não eram sabadolatras, nunca poderão chegar diante do trono branco com carteirinha de membro da IASD. “ E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo” na teologia adventista, o salvo tem que ter o nome escrito é no livro do rol de membros da sua seita. Isso é uma parodia...
Creio que a expressão de Romanos 8:1 ganha pouca pressão na vida de muitos cristãos. O inefável dom conquistado por CRISTO, o Senhor na cruz, passa despercebido na vida de muitos crentes. Essa insensibilidade existe porque o nosso convívio diário está fora da realidade da inefabilidade. Nossa espiritualidade é superficial, está amalgamada com o mundo, é muitas vezes infrutífera e estéril. A maior parte dos cristãos vivem para o mundo. O mundo os considera como cidadãos do seu sistema. Há pouco de vida celeste, por isso há pouca inefabilidade. Nosso caráter está moldada numa cristologia deficiente. Nossa atitude é infensa ao santo evangelho, quando a alegria da grande salvação não está expressa na nossa condição de existência.
A maior dificuldade que o Espírito Santo enfrenta na questão da necessidade da conversão, em um pecador, é o fato da sua auto-suficiência espiritual. A maior parte dos homens acredita nas virtudes morais religiosas, como méritos, e impõem a si mesmos aplacar o peso da consciência do pecado através de obras refinadas de virtudes. A caiação espiritual da alma humana, feita pela religião própria do homem, tem sido um obstáculo terrível. O homem não deseja ter seu orgulho espiritual ferido, ele tende a acreditar em si mesmo, na sua bondade e na sua auto-suficiência. Basta acreditar que Cristo morreu amando ele, e não como uma obra de substituição, porque quando ele crer somente no amor de Jesus, isso lhe imputa apenas compassividade por Jesus, mas quando ele crer que o ato da cruz foi uma substituição violenta, um tratamento sério e radical contra o pecado humano, ele precisa crer de imediato, que a cruz de cristo, é a sua cruz, a morte de cristo é a sua morte, e isso exige uma mudança radical da maneira de viver, pensar e agir, e compromete muitas coisas pelas quais que a antiga natureza é apaixonada descontroladamente. Tomar uma cruz e negar-se a si mesmo, é um desprezo completo ao mundo e as suas concupiscências, e uma entrega total a Deus. Uma vez, morto na cruz, somente Deus terá o poder de ressurreição, é aqui que começa o novo nascimento.
Diz-se também em Efésios 2:1-2 que em todos os filhos de desobediência, qualquer que seja sua confissão ou conduta, Satanás é o poder que se acha em operação. A energia deste ser poderoso pode promover refinamento, educação, cultura e as exterioridades de uma religião, pois seu conflito não é nestas virtudes. Sua inimizade se dirige inteligentemente contra a graça salvadora de Deus, o qual é um assunto por completo diferente do que apresentam os problemas de condutas pessoais.
(Lewis chaffer)



