O preço da redenção
Quem pode avaliar?
A cruz terrível,
Amarga como fel intenso.
A dor,
Profunda, aguda, agonizante.
Como um trovão que despedaça a alma
Pregos afiados que transpassam corpo
Alma e espírito, o ser completo,
Homem e Deus
Completamente rasgados pelo sofrimento
A cruz, limite final do desespero.
Auge da aflição,
Feridas tão acidas
Como um fogo liquido removendo a alma
A sagaz violência da opressão,
A redenção,
Quem pode avaliar?
O amassar da ultima redução
A fragmentação do coração
A ardência máxima do esfolamento
Quem pode imaginar?
Como não parar para meditar?
Era ali o meu lugar,
Tudo o que eu merecia ele tomou sobre si,
Meu fardo insuportável,
Ele suportou.e afogado no suor e no sangue
Moídos todos os seus sentimentos,
Ele não desistiu por minha causa,
Por tua causa,
Não há palavras, e se na eternidade...
Tentar escrever um livro
Não será como este poema, que tem fim,
Porque só um livro para explicar tamanho amor
Só a eternidade para reter tantas paginas,
Porque será este o único livro sem fim.
CLAVIO JUVENAL JACINTO
A palavra de Deus nos ensina que o povo de Deus no velho testamento ficou setenta anos, e depois desejou sair de lá.(leia Isaias 48). Não foi errada esta motivação, mas ao analisarmos a história bíblica, a mulher de ló também saiu de um lugar reprovado por Deus, mas isso não a livrou do juízo. A questão é que sempre que um império mundano se desenvolve lá fora, as raízes começam a se desenvolver também no coração do homem. O lamento do povo que viu a fumaça da babilônia destruída em apocalipse 18, revela isso com muita clareza. As vezes o homem se liberta exteriormente mas não interiormente, você entende? E é isso que é perigoso, em questões espirituais, as vezes o homem se “converte” ao cristianismo, mas as raízes mundanas continuam lá no seu coração. Por algo interior, ele consegue levar para qualquer parte. Sair da babilônia não é o suficiente, ela precisa sair também do coração. a verdadeira liberdade começa exatamente lá no fundo do coração, quando nos estamos livres interiormente e não temos ligação ou raízes com o sistema babilônico, então experimentaremos a liberdade no sentido espiritual pleno. Mas, no entanto, a maioria se conforma com uma meia libertação, fogem do sistema que rege, mas não abandonam os princípios. A questão é que o sistema babilônico é gerador de grandes oportunidades mundanas, é uma das colunas do orgulho humano, dos projetos humanistas, da auto-suficiência, esses elementos estavam presentes na vida de seu maior representante terreno, Nabucodonosor. Precisamos de uma libertação completa, não somente exterior, mas também interior. Devemos trabalhar para isso, fazer com que haja espaço para o Senhor trabalhar completamente na nossa vida, proporcionando uma libertação completa de todos os sistemas escraviza dores e corruptos da nossa geração má. Devemos sair da babilônia, mas devemos fazer com que a babilônia também saia do nosso coração.
As nuvens não conseguem transporta um oceano, mas transportam o suficiente para regar a relva. Suas gostas fazem germinar uma semente e enchem uma cisterna. A importância não está em ser um oceano, algo que seja grandioso, mas simplesmente como aquela chuva amena, que consegue penetrar suavemente na terra, e vai até a semente, e lhe concede o direito de desabrochar para a vida. Nós precisamos ser o suficiente, nada mais que isso, não podemos realizar uma obra oceânica, gigantesca, mas podemos fazer com que a semente da amizade, do amor, da esperança, desabroche na vida daqueles que nós amamos. As vezes naquele amigo desesperado, no ente querido que está com uma doença fatal, elas precisam perceber que estamos lá, que também sentimos, que ela é importante e que nós se importamos com ela. Cada vez que fizemos isso, é a nossa nuvem que está gotejando amor e esperança sobre as pessoas carentes, não podemos carrregar um oceano de milagres dentro de nós, mas podemos demonstrar amor, muito amor, a todos aqueles que precisam da nossa ajuda e do nosso carinho, não esteja ausente daqueles que precisam de você, seja uma nuvem, seja uma benção para as pessoas.
CLÁVIO JUVENAL JACINTO
Havia na terra da esperança um peregrino que ao caminhar pelo escuro, se revoltou contra Deus, porque aquela distante estrela era incapaz de iluminar sua caminhada para qualquer. Na alta madrugada ele encontrou outro peregrino que ao encontrá-lo, louvava a Deus e agradecia pela existência daquela pequena estrela do qual o outro peregrino estava revoltado por sua insignificante existência no céu.
-como pode? Aquela estrela é incapaz de iluminar um centímetro do meu caminho. Bradou o peregrino revoltado.
- amigo, aquela estrela tem sido uma benção para mim, ela tem orientado a minha noite, e não me perdi no meio da noite, porque ela foi a referencia da minha jornada. Respondeu o peregrino agradecido.
Nessa vida é assim, há muitas coisas aparentemente insignificantes, que quando descobertas a seu tempo, podem ser uma benção para a nossa caminhada.
ALÉM DO NOSSO ENTENDIMENTO
Pelo fato Dele ser indescritível em beleza, e pelo fato de ser mais glorioso do que qualquer luz que venhamos conhecer. Pelo fato de ser mais grande do que qualquer concepção que tenhamos da grandeza, e pelo fato DELE ser mais infinito do que a eternidade, muitos deixaram de acreditar NELE como uma realidade, e outros encontraram nEle, o maior tesouro que uma pobre alma possa ter nessa breve existência...
...Estou me referindo ao Senhor Jesus Cristo...
Texto inspirado ouvindo o hino de Chris Tomlim “indescritible"
CLAVIO JUVENAL JACINTO
Possíveis estrelas que caem assim
Dentro de mim.
Partes internas despedaçadas
Rios fluentes
Paixões e cinzas
Imaginações vãs
Leva-me o fogo,oh vento
Fogo límpido, ouro que reluz
Queima todos as palhas
Os restos mortais do velho homem
Que embaçam o espelho da alma
Poluem o homem interior
Queima me por completo
Para que o ouro focar refinado
Então serei mais eu mesmo
Purificado para refletir o que não sou


